Selma Arruda e Jaime Campos são os novos senadores por MT

Selma se aposentou em 2017 depois de 22 anos de magistratura e se filiou ao PSL; Jayme conquista 6º mandato entre Executivo e Legislativo

Com 99% das urnas apurados, a juíza aposentada Selma Arruda (PSL) recebeu 671,9 mil votos, o que representa 24,66% dos votos válidos e ganha em 1º lugar para o Senado em Mato Grosso. O resultado deste domingo (7) supera todas as expectativas geradas pelas pesquisas eleitorais que apontavam Jayme Campos (DEM) como o preferido nestas eleições. O democrata recebeu 486 mil votos e também foi eleito senador com 17,84% dos votos válidos.

O risco que a juíza aposentada sofre é de ainda ser impugnada pela Justiça Eleitoral, já que responde a prorcesso por suposto caixa 2 e abuso de poder econômico por pagar agência de publicidade para campanha em período proibido pela legislação.

Selma se aposentou em 2017 depois de 22 anos de magistratura e se filiou ao partido do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) com a intenção de concorrer nessas eleições. Selma enfrentou diversas crises com aliados, entre os quais o rompimento com a chapa encabeçada pelo governador Pedro Taques (PSDB) e que tinha o candidato a Senado Nilson Leitão (PSDB) – que também concorreu a uma vaga ao Senado, mas foi derrotado nas urnas.

A juíza aposentada também sofreu desgastes dentro do PSL, tais como o enfrentamento com o presidente regional do partido, o deputado federal Victório Galli, que chegou a afirmar que Selma não representa Jair Bolsonaro em Mato Grosso, já que a senadora eleita defendeu pautas que não seguem a agenda defendida pelo presidenciável, como o casamento de pessoas do mesmo sexo.

Jayme foi eleito depois de quatro anos sem mandato eletivo. Última atividade política eletiva realizada pelo político foi como senador entre 2007 e 2014. Este será o sexto mandato do democrata, que já foi prefeito por três vezes de Várzea Grande (1983-1988/ 1996-2000/ 2000-2004) e governador (1991-1994).

Na eleição que elegeu Jayme senador em 2006, houve a renovação de apenas uma vaga no Senado. Naquele ano, o democrata teve 781 mil votos, o que correspondeu a 61,16% dos votos válidos. O segundo colocado naquele pleito foi Rogério Salles (PSDB), que teve 226 mil votos, o que correspondeu a 20,9% dos votos válidos.

(Fonte: Rdnews)

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