R$ 50 milhões: Sanesul anuncia investimento para garantir água potável nas aldeias de Dourados
Os problemas crônicos de desabastecimento de água potável nas aldeias indígenas de Dourados estão prestes a terminar. Nesta sexta-feira (16), a Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) anunciou um investimento total de R$ 50.766.282,00 para solucionar a falta de água que afeta a Reserva Indígena de Dourados há décadas.
Embora o fornecimento de água para as aldeias Jaguapiru e Bororó, que abrigam quase 30 mil habitantes, seja de responsabilidade do Governo Federal, a Sanesul, sob a coordenação do vice-governador José Carlos Barbosa, tem buscado ativamente soluções desde a criação de um Grupo de Trabalho em 2023.
O contrato para implantação dos sistemas de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, assinado nesta sexta-feira, é fruto do projeto, apresentado em junho de 2023. O projeto da Sanesul foca na melhoria da qualidade de vida das comunidades indígenas com acesso à água tratada. O investimento será distribuído da seguinte forma:
* Aldeia Jaguapiru: R$ 24.304.125,00
* Aldeia Bororó: R$ 26.462.157,00
* População Beneficiada: 29.483 habitantes (projeção 2033)
Os novos sistemas incluirão captação por poço tubular com capacidade de 150.000 L/h, tratamento com cloração, reservação robusta (incluindo tanques elevados) e a implementação de redes de distribuição com ligações domiciliares.
Análise da Caixa Econômica
Em entrevista coletiva à imprensa de Dourados, o governador em exercício de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa, falou da importância da assinatura do contrato para abastecimento de água nas aldeias de Dourados como o primeiro passo para um cronograma que será analisado pela Caixa Econômica Federal.
“A Caixa passa a analisar agora o projeto elaborado pela Sanesul, fruto de emenda da bancada federal para que a gente possa efetivamente resolver o problema de abastecimento de na Jaguapiru e na Bororó.
Foto:Divulgação
Capitão da Aldeia Jaguapiru, Vilmar Machado da Silva. agradece o investimento para a solução do problema da Reserva Indígena
Evidente que não é uma obra de curto prazo. Ela tem um prazo de licitação e andamento em torno de dois anos.”, detalhou o governador em exercício. Ainda segundo Barbosinha, depois de assinado no governo com a Caixa, ela passa a fazer a análise imediata do projeto para autorizar a licitação.
No entendimento do presidente da Sanesul, Renato Marcílio da Silva (ao microfone na foto em destaque), a assinatura do contrato para execução das obras nas aldeias é de fundamental importância e significado para o MS, uma vez que dá um passo para a resolução de um problema de décadas. “Esse momento é literalmente um divisor de águas. É um esforço muito grande do governo do Estado para suprir uma responsabilidade que não é dele, pela legislação, mas o Estado se esforçou, conseguiu viabilizar o recurso e, assim, significa dignidade para uma população indígena”, pontua Renato.
Para o prefeito de Dourados, Marçal Filho (PSDB), a assinatura dessa ordem de serviço representa um grande avanço para a maior cidade do interior de MS e representa um fato histórico. “É inadmissível que nós tenhamos pessoas que não têm acesso a água para beber. E é o que acontece na Reserva Indígena hoje. E com esse convênio, que envolve o governo do Estado, envolve o governo federal, mais de 50 milhões de reais, isso vai ser resolvido em definitivo”, comemora o prefeito de Dourados.
Presente na solenidade de anúncio dos investimentos, o capitão da Aldeia Jaguapiru, Vilmar Machado da Silva, um dos signatários da ordem de serviço, ressaltou a importância dos investimentos para a Reserva Indígena Federal. “Isso significa esperança para a nossa comunidade. Essa falta de água já vem se arrastando há muito tempo. E é um problema crônico dentro da nossa comunidade que ninguém consegue resolver”, afirma o capitão.
(Da assessoria)


