Bonito ganha reforço na proteção ambiental com obra de saneamento que protege o Rio Formoso
Investimento de R$ 26 milhões da Sanesul vai transferir emissário da estação de tratamento de esgoto para a bacia do Rio Miranda e ampliar a preservação de um dos principais patrimônios naturais do Estado.
Em meio às ações da Semana do Meio Ambiente, Bonito avança com uma obra estratégica de saneamento voltada à preservação dos recursos hídricos de Mato Grosso do Sul.
A Sanesul anunciou a antecipação de uma obra estratégica que irá retirar o lançamento do produto final do tratamento de esgoto (efluente tratado) da bacia do Rio Formoso e direcioná-lo para a bacia do Rio Miranda, que possui maior capacidade hídrica para receber esse volume.
Com investimento estimado em R$ 26 milhões, em parceria com a Ambiental MS Pantanal, o projeto prevê a implantação de um emissário de aproximadamente 22 quilômetros, ligando a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Bonito à nova área de lançamento.
A medida integra um conjunto de ações voltadas à proteção ambiental do município, reconhecido internacionalmente pelo turismo sustentável e pelas águas cristalinas que atraem visitantes de todo o mundo.
Segundo o diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Sanesul, Leopoldo Godoy do Espírito Santo, a obra representa uma ação concreta para transformar o saneamento em um ativo ambiental, antecipando investimentos que originalmente estavam previstos para a próxima década.
“Bonito deixou de ser apenas a joia de Mato Grosso do Sul. Hoje é uma referência nacional e mundial, o que exige uma atenção diferenciada e um olhar ainda mais cuidadoso sobre seus recursos naturais”, afirmou.
Preservação do Rio Formoso – A obra é resultado dos estudos e discussões conduzidos pelo Grupo de Trabalho do Rio Bonito, criado há cerca de dois anos por iniciativa do Governo do Estado, da Prefeitura local, da Sanesul e da MS Pantanal.
O objetivo é desenvolver ações capazes de preservar o Rio Formoso e contribuir para reverter processos de degradação observados na bacia hidrográfica local.
De acordo com Leopoldo, o efluente atualmente tratado na ETE é lançado no Córrego Bonito, que integra a bacia do Rio Formoso. Com a nova estrutura, esse lançamento será transferido para a bacia do Rio Miranda, considerada mais adequada para receber o volume tratado sem comprometer o equilíbrio ambiental da região.
A antecipação da obra está alinhada à política ambiental do Governo do Estado, que tem a sustentabilidade como um dos pilares estratégicos de desenvolvimento.
Para o diretor da Sanesul, a preservação dos recursos naturais deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade permanente nas decisões de gestão pública.
Leopoldo destacou que o projeto estava previsto dentro do planejamento de longo prazo da companhia, mas foi antecipado diante da preocupação com a conservação dos recursos hídricos da região.
“Estamos tirando o efluente tratado da bacia do Rio Formoso e levando para a bacia do Rio Miranda, que possui maior capacidade hídrica. É um investimento que estamos antecipando porque a sustentabilidade é uma prioridade e uma responsabilidade permanente”, ressaltou.
Além dos ganhos ambientais, a obra reforça o papel do saneamento na promoção da saúde pública e da qualidade de vida.
Segundo ele, investimentos em água e esgoto geram impactos positivos diretos na redução de doenças, na preservação dos mananciais e no desenvolvimento sustentável das cidades.
“Estamos falando de dignidade, qualidade de vida, saúde e meio ambiente. É um ciclo em que a água é captada, tratada, distribuída à população, retorna para tratamento e volta à natureza em condições adequadas, preservando os recursos para as futuras gerações”, concluiu.
A expectativa é que a nova estrutura fortaleça ainda mais a condição de Bonito como referência nacional em preservação ambiental, conciliando crescimento econômico, turismo e sustentabilidade.
(Da assessoria)

