Família faz campanha para ajudar menino de 8 anos após 10 cirurgias
A família de Miguel Baltazar, de 8 anos, natural de Rio Brilhante (MS), iniciou uma campanha para arrecadar recursos e custear uma nova etapa do tratamento do menino, que enfrenta problemas intestinais desde o nascimento.
Com apenas três dias de vida, ele precisou colocar uma bolsa de colostomia e, desde então, já passou por dez cirurgias.
A colostomia é um procedimento que cria uma abertura no abdômen para permitir a saída das fezes, que passam a ser coletadas em uma bolsa presa ao corpo. No caso de Miguel, o procedimento faz parte de uma longa rotina de tratamentos iniciada ainda nos primeiros dias de vida.
Desde então, entre cirurgias, reversões e complicações, a família do menino trava uma batalha para conseguir algo simples para a maioria das crianças: viver a infância com menos limitações.
Agora, Miguel, sua família e amigos iniciaram uma nova mobilização. Uma vaquinha foi criada no dia 18 de setembro para arrecadar dinheiro para o tratamento de uma fístula diagnosticada após a mais recente tentativa de reversão da colostomia.
A família busca recursos para realizar uma cauterização e tentar evitar que Miguel precise voltar a utilizar a bolsa.
Ele nasceu com megacólon congênito, condição que compromete o funcionamento do intestino. Aos três dias de vida, ele foi submetido ao primeiro procedimento para colocação da colostomia. O que deveria fazer parte de seu tratamento acabou sendo o início de uma sequência de procedimentos que acompanha praticamente toda a vida do garoto.
A primeira tentativa de retirar a bolsa ocorreu quando Miguel tinha 1 ano e 6 meses. A esperança, porém, durou cerca de um mês. Após o diagnóstico de uma fístula, foi necessário refazer a colostomia.
Um ano depois, aos 2 anos e 6 meses, veio uma segunda tentativa. Miguel passou pela reversão novamente e conseguiu permanecer aproximadamente dois meses sem a bolsa. Outra fístula, no entanto, levou à necessidade de uma nova colostomia.
Terceira tentativa aos 8 anos – Seis anos depois, Miguel enfrentou mais uma cirurgia de reversão. Desta vez, a expectativa era de finalmente deixar para trás uma rotina que o acompanha desde os primeiros dias de vida.Mas uma nova fístula foi diagnosticada.
Depois de 10 cirurgias e três tentativas de reversão ao longo da infância, a família tenta agora uma alternativa antes de retornar à colostomia. O objetivo da arrecadação é viabilizar a cauterização da fístula, procedimento buscado para o tratamento da complicação.
Para Miguel, a possibilidade representa muito mais do que deixar de usar uma bolsa. A colostomia trouxe limitações para atividades comuns da infância e acumulou experiências difíceis ao longo dos últimos oito anos.
“Eu só queria ter uma vida normal como as outras crianças”, relata Miguel no pedido de ajuda divulgado pela família.
Campanha busca ajuda para tratamento – A vaquinha foi aberta para que familiares, amigos e pessoas que se sensibilizarem com a história possam contribuir com o tratamento. Não há valor mínimo para ajudar, e a família reforça que pequenas doações também podem fazer diferença na arrecadação.
Além da contribuição financeira, compartilhar a campanha pode ampliar o alcance do pedido e fazer a história de Miguel chegar a mais pessoas.
Como ajudar – Quem quiser contribuir diretamente com o tratamento de Miguel pode fazer uma doação por Pix:
Chave Pix: 6344570@vakinha.com.br
Antes de realizar a transferência, é importante conferir se os dados do destinatário correspondem aos responsáveis pela campanha.
(Fonte: Conjunturaonline)

