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Com lançamento na Praça da Bolívia, Miriam poeta apresenta “Reflexões” inspiradas na alma

No meio da praça, junto ao povo, poeta Miriam lança obra em Campo Grande

O domingo passado (8) em Campo Grande não amanheceu apenas com aquele sol generoso que a gente já conhece. Ele amanheceu com alma. E não era qualquer domingo. Era 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e o destino não poderia ser outro: a Feira da Bolívia.
​Quem já foi lá sabe do que é um ecossistema à parte. Mas naquele dia, a energia estava vibrante, um misto de celebração e o grito necessário de “basta” contra a violência. Entre o colorido das barracas e o som das apresentações culturais que preenchiam o ar, havia um brilho diferente no olhar das pessoas.
É impossível não se perder nas surpresas de cada espaço. Em uma barraca, o cheiro do pastel frito na hora e o barulho da moenda do caldo de cana. Na outra, o visual impecável do artesanato de primeira e das obras de arte que dão vontade de levar a feira inteira para casa.
Mas o coração pulsante daquele dia tinha um endereço certo: o lançamento do livro “Reflexões”, da escritora Miriam Id Souza, com o selo do Grupo Literário Arandú.

Ao lado dos editores Carlos Magno Amarilha e Alex Fraga, Miriam fez da praça sua manhã de autógrafos de sua obra. Conforme os editores, o momento foi de presenciar a força da mulher que ela descreve com tanta propriedade: independente, mãe, avó e uma autora que sabe traduzir a alma. O “corre” para garantir um exemplar e um autógrafo foi algo bonito de se ver, unindo tribos e profissões em torno da literatura.
Além dos editores, a academia também se fez presente em peso, com professores das universidades e da rede pública, que deixaram as salas de aula para celebrar a escrita de Miriam. “Foi emocionante ver psicólogos, cuidadores de idosos, jornalistas, músicos e dançarinos — todos ali, em um domingo de sol, reconhecendo-se nas páginas de “Reflexões”, comenta Carlos Magno.
E enquanto os autógrafos fluíam naq obra Reflexões, o palco da feira não parava. A trilha sonora e as performances deram o tom da festa. A manhã começou com a energia da Skuderia às 09:30, seguida pela leveza da dança de Lisa Lima. Depois, uma sequência de vozes e talentos femininos e masculinos como Wania Maria, Daiáh Silva, Shandra Martins, Mirian Sousa e o som de Renato Pacheco preencheram cada espaço entre as barracas. Quando Dona Zica subiu ao palco às 12:45, a feira já era um misto de vislumbre e amizade, culminando no retorno da Skuderia para fechar a tarde com chave de ouro.
Foi um domingo de conversas profundas e encontros inesperados. Saí de lá com a sensação de que a Feira da Bolívia nunca esteve tão feminina e tão literária. Entre um gole de mate e uma página de “Reflexões”, Campo Grande provou que a cultura e a luta caminham de mãos dadas, especialmente quando celebradas em um local tão especial.

(Da assessoria, com redação)

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