Olhando com afeto e cuidando de quem cuida: Vicentina acolhe mães atípicas




Vicentina se tornou referência estadual em abordagem, atendimento e cuidados olhando para quem mais precisa. Com coragem e determinação, a nova gestão público do município investe na atenção às pessoas, com políticas de atenção integral.
Uma prova deste compromisso foi verificado na tarde de quinta-feira (26), quando as dependências do Centro Terapêutico Eiko Sato se transformou num espaço de acolhimento às mães atípicas do município. Além de já cuidar dos filhos e filhas, o centro reservou um espaço só para elas celebrar a vida saudável e o Dia das Mulheres.
A tarde de cuidados às mães atípicas virou movimento, com a atenção e reconhecimento emocionando as participantes.O evento teve diversas atividades físicas, promovendo saúde, bem-estar e muita integração. O momento de celebração e acolhimento foi uma iniciativa do Projeto Casa Acolher, coordenado pela primeira-dama Érica Cordeiro Bezerra Dias, que foi a responsável pela abertura da atividade.
O encontro foi marcado por acolhimento e troca de experiências. “Este momento é para mostrar nosso reconhecimento e valorização às mães atípicas, pelo esforço diário de mulheres fortes que vivem diariamente o amor em sua forma mais pura”, observou Érica, citando o compromisso com a inclusão do prefeito Cléber Dias da Silva e toda sua gestão.
A recepção as mães foi feita pela equipe do centro municipal de apoio à pessoa autista. A secretária de Saúde Ludelça Dorneles e a diretora Vilma Brito Leal também reforçaram o compromisso com o cuidado, a inclusão e o apoio às famílias, ressaltando o apoio da gestão o trabalho de acolhimento e atendimento do local.
Rotina atípica – A iniciativa da Casa Acolher de Vicentina em homenagear as mães atípicas decorre da rotina especial delas, cuja missão com o filho absorve praticamente todo seu tempo, quase sem espaço para se cuidar a si própria. O centro em Vicentina é o suporte para aliviar esta rotina, já que acolhe a pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) com diversas atividades e terapias.
A rotina de uma mãe atípica é intensa, marcada por terapias, consultas, suporte escolar, mediação de crises e, quase sempre, noites mal dormidas. Envolve alta carga mental na gestão da saúde do filho, necessidade de defesa ativa contra o preconceito e exaustão emocional, exigindo resiliência, organização e, crucialmente, rede de apoio. Sua atenção é integral 24h por dia, em função das desregulações sensoriais e comportamentais. Em casa, outro desafio é a de adaptar o ambiente e a própria rotina à previsibilidade (ou imprevisibilidade) que o filho necessita.

