DESTAQUESUSTENTABILIDADE

Energia renovável já representa 93% do consumo da Ambiental MS Pantanal

Fontes solar e eólica abastecem a operação de esgotamento sanitário em 68 municípios do interior de MS

A expansão dos serviços de esgotamento sanitário em Mato Grosso do Sul vem sendo acompanhada por uma transformação na matriz energética utilizada pela Ambiental MS Pantanal. Atualmente, cerca de 93% da energia consumida pela concessionária é proveniente de fontes renováveis, com participação de geração solar e eólica.

A energia elétrica é fundamental para manter em funcionamento estruturas como estações de bombeamento e unidades de tratamento de esgoto, que operam continuamente nos 68 municípios atendidos pela empresa no interior do Estado.
Dentro da parcela de energia renovável consumida pela concessionária, 49% têm origem fotovoltaica e 51% vêm de fonte eólica. A participação dessas fontes cresceu nos últimos anos, acompanhando a expansão da infraestrutura de saneamento em Mato Grosso do Sul.
A energia fotovoltaica utilizada pela empresa está associada às usinas solares localizadas na Fazenda Salto, em Cassilândia. Já a energia eólica é adquirida por meio do Ambiente de Contratação Livre (ACL), também conhecido como Mercado Livre de Energia, e tem origem em empreendimentos localizados na Bahia.
Nesse modelo, consumidores podem contratar energia diretamente de geradores ou comercializadores, negociando condições de fornecimento como preço, volume e prazo.
Para Higor Quevedo, supervisor administrativo de operações, o crescimento da operação torna ainda mais relevante a busca por uma matriz energética de menor impacto ambiental.
“Desde 2021, a matriz energética da Ambiental MS Pantanal passou por uma transformação significativa, com aumento da participação de fontes renováveis no atendimento às necessidades da operação”, afirma.
Segundo Higor a escolha da fonte de energia é especialmente relevante no setor de saneamento, que depende de estruturas eletromecânicas funcionando de forma contínua.
“A utilização de fontes renováveis permite que o crescimento da operação seja acompanhado por uma matriz energética mais limpa, contribuindo para a eficiência energética e para a redução das emissões associadas ao consumo de eletricidade”, explica.
A estratégia acompanha a ampliação da infraestrutura de esgotamento sanitário no Estado. Atualmente, os municípios atendidos pela Sanesul registram 80,36% de cobertura de esgoto, com avanço contínuo das obras de redes, estações elevatórias e unidades de tratamento.
Para o gerente de operações, Pedro Ivo Coelho, ampliar o saneamento não é apenas realizar obras para expandir a infraestrutura. Exige também compromisso com a qualidade, a eficiência e a sustentabilidade de sua operação.
“À medida que ampliamos redes, estações e sistemas de tratamento em Mato Grosso do Sul, cresce também a responsabilidade de tornar essa operação cada vez mais eficiente e sustentável. Ter 93% do nosso consumo vindo de fontes renováveis mostra que é possível expandir o saneamento e, ao mesmo tempo, buscar soluções que reduzam os impactos ambientais da própria operação”, destaca.
Com sistemas funcionando 24 horas por dia, a energia está presente em praticamente todas as etapas do esgotamento sanitário, do transporte até o tratamento e a devolução da água dentro dos padrões de qualidade previstos na legislação, contribuindo para a melhoria da qualidade ambiental dos rios do nosso Estado. A ampliação do uso de fontes renováveis passa, assim, a integrar o próprio processo de expansão da infraestrutura de saneamento no Estado.
(Da assessoria)

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