Cidades com alta cobertura continuam ampliando rede de esgoto em MS
Alcançar altos índices de cobertura de esgotamento sanitário não significa encerrar os investimentos. À medida que as cidades crescem, novos bairros e loteamentos surgem e a infraestrutura precisa avançar junto para garantir que o serviço continue chegando à população.
Em Chapadão do Sul (foto) e Selvíria, novas obras de expansão da rede coletora de esgoto mostram como esse processo ocorre na prática. Os investimentos buscam ampliar a infraestrutura existente, acompanhar a expansão urbana e preparar os sistemas para novas demandas.
Até a primeira quinzena de agosto, Selvíria contabilizava mais de 46,4 quilômetros de rede coletora de esgoto implantados e 1.622 ligações domiciliares executadas. Em Chapadão do Sul, as obras já somavam mais de 13,5 quilômetros de novas redes e 650 ligações.
O movimento ocorre em um cenário de avanço do saneamento no interior de Mato Grosso do Sul. Atualmente, 33 dos 68 municípios atendidos pela Ambiental MS Pantanal apresentam cobertura de esgotamento sanitário superior a 90%.
Mesmo entre os municípios que já ultrapassaram essa marca, os investimentos continuam. Bataguassu, Ivinhema e Nova Andradina, por exemplo, também recebem intervenções para ampliar a infraestrutura e acompanhar o desenvolvimento urbano.
Segundo o diretor executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, alcançar elevados índices de cobertura representa uma etapa importante, mas não encerra o processo de expansão e melhoria dos sistemas.
“Chegar à universalização é uma conquista importante, mas o trabalho continua. As cidades crescem, novos bairros surgem e a infraestrutura precisa acompanhar esse desenvolvimento. Nosso compromisso é manter os sistemas preparados para atender as demandas atuais e futuras da população”, afirma.
Infraestrutura que acompanha as cidades – A continuidade das obras evidencia um dos desafios da universalização do saneamento: manter a infraestrutura em expansão mesmo depois de alcançados elevados índices de atendimento.
O crescimento populacional, a implantação de novos empreendimentos e a ocupação de novas áreas urbanas geram demandas permanentes por redes coletoras, ligações domiciliares e demais estruturas necessárias para transportar e tratar adequadamente o esgoto.
Por isso, a universalização não deve ser entendida apenas como o alcance de um percentual de cobertura, mas como um processo contínuo de expansão, manutenção e melhoria dos sistemas de saneamento.
Em Mato Grosso do Sul, esse movimento integra o avanço da infraestrutura de esgotamento sanitário no interior do Estado, com novas redes, ligações domiciliares e estruturas operacionais implantadas para acompanhar o desenvolvimento dos municípios.
(Da assessoria)

