Em Dourados, Riedel aponta saúde, infraestrutura e mobilidade social como bases para novo ciclo de avanços

Em entrevista a Marçal Filho na 94 FM Dourados, Eduardo Riedel destacou a ampliação do Hospital Regional, o novo terminal do aeroporto, os sistemas de abastecimento de água em comunidades indígenas e investimentos em infraestrutura. Candidato à reeleição, relacionou essas ações à mobilidade social e defendeu que a próxima etapa seja concluir projetos em andamento e ampliar seus efeitos sobre saúde, oportunidades e qualidade de vida.
Para Eduardo Riedel, uma obra pública só encontra seu verdadeiro significado quando deixa de ser concreto, asfalto ou equipamento e começa a interferir na vida de quem está do outro lado. Pode ser uma estrada que encurta distâncias, um hospital que aproxima o atendimento, um aeroporto que devolve à região uma conexão perdida ou simplesmente a água chegando com regularidade a uma comunidade.
Foi essa ideia que o governador de Mato Grosso do Sul e candidato à reeleição pelo Progressistas apresentou ao falar sobre o saldo de sua administração e sobre o que pretende levar adiante nos próximos anos. Em entrevista ao prefeito de Dourados, Marçal Filho, e ao jornalista Gilberto Pieretti, na 94 FM Dourados, Riedel resumiu a lógica que, segundo ele, orienta sua gestão.
“Tudo é meio. O fim dessa história são as pessoas. É para isso que nós trabalhamos”, afirmou, ao relacionar educação, crescimento econômico, infraestrutura e políticas sociais à possibilidade de uma família melhorar de vida.
A conversa passou por grandes investimentos, mas também por uma dimensão mais cotidiana da política. No meio da intensa agenda eleitoral, Riedel contou que recebe de moradores conselhos para suportar o cansaço, de chá a maca peruana. Mais importante que qualquer “energizante”, disse, é encontrar pessoas que o abordam nos municípios para relatar alguma mudança percebida na própria vida.
A partir dessa relação entre investimentos públicos e seus efeitos concretos, Dourados apareceu na entrevista como um dos principais exemplos do modelo que Riedel afirma querer aprofundar.
Hospital Regional terá nova expansão – Na saúde, o principal anúncio foi a ampliação do Hospital Regional de Dourados. Riedel afirmou que pretende voltar ao município até o fim do ano para entregar uma nova etapa da unidade, acrescentando 110 leitos à estrutura hospitalar.
“São 90 leitos e mais 20 de UTI, com novas especialidades”, disse o governador, defendendo que a expansão permitirá ampliar o acesso aos serviços de saúde para Dourados e a região.
A terceira etapa do Hospital Regional prevê justamente 110 novos leitos, sendo 20 de terapia intensiva. O cronograma contratual vigente aponta conclusão da obra até 29 de dezembro de 2026. A expansão deve elevar a capacidade total da unidade e reforçar o atendimento aos 34 municípios da macrorregião.
O impacto vai além da abertura de novas vagas hospitalares. A proposta de regionalização busca reduzir a necessidade de deslocamentos para Campo Grande e criar no sul do Estado uma estrutura capaz de absorver procedimentos de maior complexidade.
É justamente nessa mudança de escala que o investimento ganha significado cotidiano: para uma família da região, ampliar a capacidade hospitalar pode significar realizar um procedimento mais perto de casa, diminuir viagens e tornar mais rápido o acesso a especialistas e terapia intensiva.
Na leitura apresentada por Riedel, a próxima etapa deve ser consolidar essa estrutura e ampliar a capacidade de atendimento do complexo.
Aeroporto devolveu conexão a Dourados e ainda vai crescer – O aeroporto foi outro símbolo utilizado durante a entrevista. Depois de permanecer quatro anos sem voos comerciais regulares, Dourados retomou as operações em setembro de 2025. A ligação com Guarulhos começou com três frequências semanais e cresceu até chegar, em abril deste ano, à operação diária da Latam.
Marçal destacou essa mudança durante a conversa e lembrou que hoje Dourados voltou a dispor de conexão aérea regular.
Agora, a estrutura física também está sendo ampliada.
O novo terminal de passageiros está em construção, com investimento de aproximadamente R$ 38 milhões numa parceria entre os governos estadual e federal. A previsão divulgada para a conclusão é o primeiro semestre de 2027. O projeto inclui áreas comerciais, lanchonete e novas estruturas de apoio às operações aeroportuárias.
A ampliação ocorre justamente quando o aeroporto voltou a fazer parte da rotina econômica da região. Nos quatro primeiros meses de 2026, Dourados movimentou quase 20 mil passageiros, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos.
A combinação entre voo diário e novo terminal cria uma perspectiva diferente daquela existente poucos anos atrás: em vez de discutir apenas como recuperar o aeroporto, Dourados passa a discutir como ampliar sua utilização.
Para moradores, empresários e trabalhadores da região, isso representa menos necessidade de percorrer centenas de quilômetros por rodovia até Campo Grande ou Ponta Porã antes mesmo de iniciar uma viagem aérea.
Estradas, cidades e novos modais – O aeroporto faz parte de uma visão mais ampla de infraestrutura defendida por Riedel durante a entrevista.
Ao fazer um balanço do mandato, o governador citou intervenções dentro dos municípios, pavimentação de rodovias e esforços para ampliar a utilização dos modais ferroviário, hidroviário e aeroviário.
A lógica apresentada é conectar melhor as cidades entre si e Mato Grosso do Sul aos grandes corredores econômicos, permitindo que o crescimento da produção seja acompanhado por infraestrutura capaz de movimentar pessoas e mercadorias.
Para Dourados, polo regional de comércio, serviços, saúde, educação e produção agropecuária, essa integração tem uma importância adicional. A cidade não atende apenas sua própria população: funciona como referência para dezenas de municípios do sul do Estado.
Riedel afirmou que a proximidade com as administrações municipais continuará sendo uma das bases dessa estratégia. Na entrevista, ressaltou a necessidade de acompanhar diretamente as demandas das cidades e citou a interlocução mantida com Marçal Filho e com o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha.
A ideia, segundo o governador, é fazer com que a definição dos investimentos não parta apenas dos gabinetes estaduais, mas também das necessidades apresentadas pelos municípios.
Nesse modelo de governo mais próximo dos municípios, Riedel também destacou o papel do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, especialmente na interlocução com Dourados e os demais municípios do Cone Sul. Morador de Dourados e com trajetória política construída na região, Barbosinha foi apontado pelo governador como uma presença permanente na escuta das demandas locais e na ligação entre essas necessidades e a administração estadual.
(Da assessoria – Fotos: Saul Schramm)

