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Em Nova Andradina, apoio a cuidadora abre caminho para autonomia e renda

Em Nova Andradina, Valdelice Gonçalves concilia os cuidados com o filho João Vitor, de 14 anos, com uma esmalteria instalada em casa. Beneficiária do Cuidar de Quem Cuida, recebe R$ 900 mensais para ajudar com fraldas, medicamentos e viagens para tratamento. O programa, integrante das políticas sociais da gestão de Eduardo Riedel, atende 2.050 famílias em Mato Grosso do Sul e permite que cuidadores também busquem renda e autonomia.

A rotina de Valdelice Gonçalves, de 39 anos, precisa caber nos horários do filho João Vitor, de 14. É nos períodos em que o adolescente está na Apae de Nova Andradina que ela abre espaço para receber clientes em sua esmalteria, instalada na própria casa, no bairro Durval Andrade.

“Atendo clientes de toda a cidade que vêm até aqui fazer as unhas. Para mim é ótimo, porque consigo trabalhar e, ao mesmo tempo, continuar dando toda a assistência ao meu filho”, conta.

A possibilidade de conciliar cuidado e trabalho ganhou algum fôlego com o Cuidar de Quem Cuida, programa do Governo do Estado que repassa R$ 900 mensais a famílias atendidas pela iniciativa. Valdelice é beneficiária desde o início do programa, há cerca de dois anos.

O apoio ajuda a sustentar uma rotina marcada pelas necessidades de João Vitor, diagnosticado com paralisia cerebral quando estava próximo de completar dois anos. Posteriormente, também vieram os diagnósticos de epilepsia, autismo e síndrome de Lennox-Gastaut.

Valdelice ainda divide a atenção com a filha Vitória, de 19 anos.

O trabalho entre os horários do cuidado – João Vitor frequenta a Apae em período integral às segundas e quintas-feiras. Nas terças, quartas e sextas, permanece na instituição pela manhã. Valdelice organiza os atendimentos da esmalteria dentro desses intervalos.

O pequeno negócio permite que ela trabalhe sem se distanciar das necessidades do filho. O recurso recebido pelo Cuidar de Quem Cuida, por sua vez, ajuda nas despesas que acompanham o tratamento.

“É, sem dúvida, uma ajuda muito importante do Governo do Estado, ainda mais neste momento em que estou enfrentando dificuldades para receber o BPC (Benefício de Prestação Continuada) dele”, afirma.

Os R$ 900 são utilizados na compra de fraldas e medicamentos e também ajudam a pagar as viagens necessárias para o tratamento de João Vitor. Com parte dessas despesas cobertas, Valdelice consegue manter a atividade profissional e buscar uma renda própria.

Mesmo com as restrições impostas pela rotina, ela procura continuar se qualificando.

“Não consigo sair muito de casa por conta de todo esse contexto, mas estou sempre fazendo cursos on-line. É importante estar em movimento. A vida é um eterno estudo”, diz.

Uma política que alcança 2.050 famílias – A experiência de Valdelice integra uma política que hoje atende 2.050 famílias em Mato Grosso do Sul. Gerenciado pela Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), o Cuidar de Quem Cuida garante R$ 900 mensais a cada beneficiário e já recebeu premiação nacional pelo trabalho direcionado aos cuidadores familiares.

Na gestão do governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, o programa compõe um conjunto de ações voltadas à inclusão social e à redução da pobreza.

Riedel relaciona a iniciativa a outras políticas estaduais, como Mais Social e Energia Social, dentro de uma estratégia que procura associar crescimento econômico e desenvolvimento social.

“Essa é uma de muitas iniciativas que temos no Estado, como o Mais Social, Energia Social, um conjunto de políticas públicas que tem como foco a redução da pobreza ao máximo e o crescimento econômico atrelado ao desenvolvimento social”, afirma.

Segundo o governador, a inclusão é um dos quatro pilares de sua gestão, ao lado de sustentabilidade, prosperidade e digitalização, com políticas direcionadas à qualidade de vida da população.

Para Valdelice, essa política aparece de forma menos abstrata. Está nas fraldas e medicamentos de João Vitor, no custeio das viagens para o tratamento e nas horas em que consegue receber uma cliente em casa.

Entre os cuidados com o filho e os atendimentos na esmalteria, ela mantém aberta uma possibilidade que durante muito tempo pode parecer distante para quem dedica grande parte da própria vida a outra pessoa: continuar trabalhando, estudando e construindo um projeto próprio.

(Da assessoria)

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