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Estudantes no Controle: Em Jateí, Café Literário leva cultura e conhecimento à Nova Esperança

Menos tela e mais livros: Estudantes da Joaquim Viana mergulham no maravilhoso mundo da literatura

Professor Rodrigo com a influenciadora literária Cintia Calazans
Direção e coordenação junto com professores no Café Literário do Projeto Estudantes no Controle

Estudantes jateiense viveram momentos de despertar e descobertas literárias neste dia 4 de novembro. Muito além dos livros, estudantes transformam uma tarde em numa celebração à literatura e ao conhecimento. Foi com essa proposta que os estudantes da Escola Estadual professor Joaquim Alfredo Soares Viana, localizada no distrito de Nova Esperança, protagonizaram uma experiência especial de conhecimento, cultura e inspiração: o Café Literário — Conectando com a Literatura.

O evento fez promovido do projeto Estudantes no Controle 2026, que aproxima jovens da literatura, valoriza escritores sul-mato-grossenses e mostra que a leitura também transforma realidades. A proposta foi fazer com que, em um mundo no qual as telas disputam cada vez mais a atenção das novas gerações, abrir um livro pode representar muito mais do que iniciar uma leitura: pode significar descobrir novos horizontes, despertar sonhos, desenvolver o pensamento crítico e encontrar novas formas de enxergar a vida.

A iniciativa integrou as ações do projeto Estudantes no Controle 2026, coordenado pela Controladoria-Geral do Estado de MS e teve como propósito incentivar o hábito da leitura, aproximar os jovens do universo literário e demonstrar que o conhecimento é uma poderosa ferramenta de transformação individual e coletiva.

Para tornar esse momento ainda mais enriquecedor, os estudantes receberam a influenciadora literária Cíntia Calazans, que compartilhou suas experiências no universo da literatura, da produção de conteúdo digital e da divulgação de livros.

Mais do que uma conversa sobre leitura, o encontro proporcionou aos estudantes a oportunidade de conhecer os bastidores do trabalho de uma criadora de conteúdo que utiliza as redes sociais para aproximar pessoas, histórias, escritores e editoras.

A literatura encontrando as novas gerações – Durante o bate-papo, Cíntia Calazans apresentou sua trajetória como influenciadora literária e explicou como desenvolve conteúdos relacionados à divulgação de livros, resenhas, indicações de leitura e novidades editoriais.

Com uma abordagem próxima da realidade dos jovens, demonstrou que a literatura não precisa estar distante do cotidiano e que as próprias redes sociais, quando utilizadas de maneira consciente e criativa, podem se transformar em importantes ferramentas de incentivo à leitura.

A convidada destacou a importância de compartilhar experiências literárias, despertar a curiosidade dos leitores e construir conexões entre pessoas que encontram nos livros diferentes possibilidades de conhecimento, entretenimento e identificação.

A atividade também permitiu aos estudantes compreender que, por trás de uma indicação literária, existe um trabalho de pesquisa, leitura, interpretação, comunicação e compromisso com a formação de novos leitores.

MS também escreve histórias que transformam – Um dos momentos de destaque do encontro foi a valorização da literatura sul-mato-grossense, com a apresentação de escritores que contribuíram e continuam contribuindo para a construção da identidade cultural e literária do estado.

Entre os nomes apresentados esteve Manoel de Barros (1916–2014), um dos maiores poetas da literatura brasileira. Nascido em Cuiabá, viveu grande parte de sua trajetória em Mato Grosso do Sul, especialmente no Pantanal. Sua obra apresenta uma maneira singular de enxergar o mundo, valorizando a natureza, a simplicidade, a infância e os pequenos elementos do cotidiano.

Também ganhou destaque Raquel Naveira, poeta, escritora, ensaísta e professora nascida em Campo Grande, cuja produção literária aborda temas como memória, espiritualidade, história, religiosidade e identidade cultural.

Outro escritor apresentado foi Elpídio Reis (1920–1997), nascido em Ponta Porã, que deixou contribuições importantes para a literatura e a cultura regional.

A literatura contemporânea também esteve representada por Febraro Oliveira, escritor, poeta e dramaturgo campo-grandense, cuja produção aborda questões humanas, identidade, diversidade, pertencimento e relações sociais.

Ao apresentar esses autores, a atividade reforçou uma mensagem fundamental: Mato Grosso do Sul possui uma produção literária rica, diversa e repleta de histórias que merecem ser conhecidas, valorizadas e compartilhadas pelas novas gerações.

Conhecer esses escritores significa também reconhecer a cultura, a memória e as diferentes vozes que ajudam a construir a identidade do nosso estado.

Dos suspenses aos romances: descobrir o prazer de ler – O Café Literário também proporcionou aos estudantes o contato com diferentes gêneros e estilos literários, ampliando as possibilidades de descoberta e identificação com a leitura.

Entre os autores apresentados esteve Raphael Montes, conhecido por suas narrativas de suspense, mistério e tensão psicológica, que despertam a curiosidade e mantêm os leitores envolvidos em histórias repletas de reviravoltas.

A convidada também compartilhou materiais recebidos de editoras parceiras e explicou como funciona a relação entre escritores, editoras, influenciadores e leitores na divulgação de obras literárias.

Nesse contexto, ficou evidente que a internet não precisa ser apenas um espaço de entretenimento passageiro. Quando utilizada com propósito, pode incentivar a curiosidade, ampliar o acesso à cultura e aproximar os jovens dos livros.

Por meio de seus perfis @cintiajcalazans e @leiturasaficas, Cíntia desenvolve esse trabalho de divulgação literária, compartilhando recomendações, experiências e novidades do universo editorial.

Protagonismo estudantil: quando os jovens deixam de ser espectadores e se tornam protagonistas

Além de organizar o evento, estudantes assumiram o desafio de idealizar, planejar e realizar uma ação cultural voltada à comunidade escolar.

“O Café Literário representou, portanto, uma experiência de aprendizagem que ultrapassou os limites da sala de aula. Os participantes tiveram a oportunidade de desenvolver habilidades de comunicação, organização, responsabilidade, trabalho em equipe, criatividade e mobilização”, ponderou o professor Rodrigo Alves.

De acordo com Rodrigo, essa iniciativa está diretamente relacionada aos princípios do projeto Estudantes no Controle 2026, que incentiva o protagonismo juvenil, a cidadania, a participação social e o envolvimento dos estudantes na construção de ações que contribuam para a melhoria da realidade em que vivem.

“A experiência demonstrou que os jovens não precisam ocupar apenas o lugar de espectadores das transformações sociais. Eles podem identificar necessidades, propor iniciativas, mobilizar pessoas e construir experiências capazes de gerar impactos positivos dentro e fora da escola. E foi exatamente isso que aconteceu em Nova Esperança: estudantes transformaram uma ideia em uma oportunidade concreta de compartilhar conhecimento, valorizar a cultura e incentivar novos leitores.”, observa o professor.

Marcas muito além das páginas – O Café Literário deixou uma reflexão importante: a leitura não deve ser vista apenas como uma obrigação escolar, mas como uma possibilidade de liberdade, descoberta e transformação.

Cada livro oferece uma oportunidade de conhecer outras realidades, compreender diferentes perspectivas, desenvolver a imaginação e ampliar a capacidade de pensar criticamente.

Ao proporcionar esse encontro, a Escola Estadual Professor Joaquim Alfredo Soares Viana reafirmou seu compromisso com uma educação que valoriza não apenas os conteúdos curriculares, mas também a formação cultural, humana e cidadã dos estudantes.

A ação mostrou que pequenas iniciativas, quando construídas com dedicação e propósito, podem despertar grandes mudanças. Afinal, incentivar alguém a ler é também oferecer a essa pessoa novas ferramentas para compreender o mundo e escrever a própria história.

Em Nova Esperança, a literatura ganhou voz, os estudantes assumiram o protagonismo e os livros se tornaram pontes entre conhecimento, cultura e transformação.

“Porque, no final das contas, uma página pode mudar uma tarde, um livro pode mudar uma maneira de pensar e a educação pode mudar uma vida inteira”, enfatiza Rodrigo.

(Da assessoria, com redação)

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