Flauta doce: Em Jateí, projeto soprou sons da história e colocou mais sonoridade na Escola Aberta


O “Projeto Melodias Encantadoras, explorando o mundo da flauta doce”, fez uma participação especial no sábado passado (3) em Jateí, na Escola Estadual Bernadete Santos Leite. O projeto se apresentou no evento Escola Aberta e sua participação foi em alusão ao trabalho de Ensino Médio das estudantes detentas da escola, que desenvolveram pesquisa sobre os Ameríndios sul-mato-grossenses, que são os povos originários indígenas que vivem no Estado de Mato Grosso do Sul.
Ilustrando o trabalho de pesquisa que ornamentou a entrada principal da escola com uma exposição, o projeto de flauta doce coordenado pelo professor de música Élio Correia Vicente Junior, ajudou dar mais sonoridade ao evento, fortalecendo o resgate histórico com sopros encantadores entoados por crianças e adolescentes.
Durante a apresentação, o maestro chamou à participação dos presentes, intercalando sopros com palmas e um grito originário africano (waka-waka), extraído de uma canção da cantora Shakira. A presença do projeto na escola arrancou aplausos da comunidade, reconhecendo o talento do corpo musical de flauta doce. O projeto é mantido pelo Núcleo de Arte e Cultura (NUAC) com parceria da escola Bernadete.
Além de coordenador do projeto de flauta, o professor Élio Junior é maestro da Banda Municipal de Música ‘Raio de Luz” e pós-graduando em música, cuja defesa de tese vai abordar o papel da musicalidade na inclusão de crianças e jovens nas corporações e projetos sociais.

Ameríndios de MS – A população originária Ameríndia de MS é formada pelos povos indígenas que habitam o Estado há séculos. MS é o segundo Estado do Brasil com maior população indígena, com mais de 80 mil pessoas.
Os Guarani e Kaiowá compõe a maior população, vivendo principalmente nas regiões de Dourados, Amambai, Ponta Porã e Caarapó. São conhecidos pela forte espiritualidade, agricultura e artesanato.
Pela pesquisa de estudantes da Escola Bernadete, o povo Terena é o segundo maior contingente, estando em Aquidauana, Miranda, Sidrolândia e na zona urbana de Campo Grande. Famosos pela agricultura, pelas cestarias e pela resistência cultural.
Os Kadiwéu vivem na Terra Indígena Kadiwéu, entre Porto Murtinho e Bodoquena e são conhecidos pelos desenhos geométricos no corpo e na cerâmica.
Ofaié é um dos povos com menor população. Estão em Brasilândia e são guardiões de uma língua e cultura únicas. Ainda existem os Kinikinau e Guató, povos menores, mas com história importante na região do Pantanal.
A maioria fala línguas da família Tupi-Guarani e Aruak. Eles se destacam na confecção de artesanato, como cestaria, cerâmica Kadiwéu, colares e pintura corporal. A alimentação tradicional dos Ameríndios é a base de mandioca, milho, peixe do Pantanal, chipa e chicha.
As lutas atuais dos povos Ameríndios se concentram na demarcação de suas terras, educação indígena e saúde são pautas fortes, principalmente entre Guarani e Kaiowá.

