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Reinaldo Azambuja vota na capital e diz que Flávio terá ‘surpresa positiva’ acima das pesquisas

Senador eleito e presidente do PL em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja votou na manhã deste domingo (25), na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, em Campo Grande, apostando que as urnas vão contrariar as pesquisas. Para ele, Flávio Bolsonaro (PL) vai vencer Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com folga maior do que a apontada pelos institutos.

“Estou muito esperançoso e acho que hoje à noite nós vamos ter uma surpresa extremamente positiva, acima do que estão dizendo as pesquisas que a gente tem visto publicadas pelos órgãos de imprensa. A mobilização que eu vejo hoje no Brasil é muito positiva. As pessoas estão saindo às ruas”, disse Azambuja, que coordenou a campanha de Flávio nas 79 cidades do Estado.

Os números divulgados na véspera indicam disputa apertada. O Datafolha, a Quaest e o PoderData mostram Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%. A diferença está dentro da margem de erro, o que configura empate técnico.

Aliados que mudaram de lado – Segundo Azambuja, a estratégia das últimas três semanas começou na reunião com prefeitos e lideranças dos 79 municípios e atraiu políticos que estavam do outro lado no primeiro turno. Ele não citou nomes. “Algumas lideranças que não estavam com a gente vieram no segundo turno. Alguns apoiaram outros candidatos, alguns até apoiaram o atual presidente, e resolveram mudar para o nosso lado. Deu certo a mobilização da classe política, mas o que deu mais certo foi a vontade espontânea da população”, afirmou.

Naquela reunião, em 14 de outubro, Azambuja havia fixado como meta levar Flávio a 70% dos votos válidos em MS. No primeiro turno, o candidato do PL teve 873.351 votos no Estado, 58,6% dos válidos, contra 516.855 de Lula, 34,7%, segundo o TSE. Lula venceu em seis municípios: Japorã, Tacuru, Dois Irmãos do Buriti, Miranda, Paranhos e Vicentina.

A carreata como termômetro – O senador eleito usou a carreata pró-Flávio deste sábado (24) na Avenida Afonso Pena como prova do clima nas ruas. A Guarda Municipal estimou informalmente mais de 100 mil pessoas, número sem confirmação oficial. Na manhã do mesmo dia, apoiadores de Lula também ocuparam a Afonso Pena, em frente à Praça Ary Coelho, em ato pela reeleição do presidente.

“O que eu vi ontem na Afonso Pena, para mim, é inédito. Uma presença tão maciça, mobilizada pela vontade de expressar que o Brasil precisa mudar. É uma manifestação espontânea das pessoas que já não aguentam mais o jeito que o Brasil está sendo administrado, com gastança, com endividamento, com baixo crescimento, com aparelhamento da máquina pública”, disse.

Azambuja também acusou o governo federal de gastar para mudar o voto do eleitor nos últimos 60 dias, sem apresentar números. A campanha de Lula, por sua vez, pediu nesta semana a cassação da candidatura de Flávio, e o PL pediu a cassação da chapa de Lula, em ações apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral.

O presidente do PL vai acompanhar a apuração no comitê que foi de Capitão Contar (PL), senador eleito, e hoje é usado pelo partido, entre 16h30 e 17h. As urnas fecham às 16h no horário de MS, mas quem estiver na fila nesse horário ainda vota.

As últimas pesquisas (votos válidos) – DatafolhaFlávio 51% x Lula 49%Divulgada no sábado (24). Margem de erro de 2 pontos. Empate técnico.

QuaestFlávio 51% x Lula 49%Divulgada no sábado (24), véspera da votação.
PoderDataFlávio 51% x Lula 49%4 mil entrevistas por telefone. Margem de 1,6 ponto. Registro BR-02828/2026.

O 1º turno em MS – Flávio (PL)873.351 votos, 58,6% dos válidos; Lula (PT)516.855 votos, 34,7% dos válidos

Cidades de Lula: Japorã, Tacuru, Dois Irmãos do Buriti, Miranda, Paranhos e Vicentina. Meta do PL70% dos válidos para Flávio, fixada por Azambuja em 14 de outubro.

Horários de hoje – Votação: Das 7h às 16h, no horário de MS (8h às 17h em Brasília). Quem estiver na fila às 16h ainda vota. Apuração do PL: Azambuja acompanha no comitê do partido a partir das 16h30 ou 17h

Cumprir mandato no Senado – Questionado sobre a citação de seu nome, por um senador aliado, para um ministério de um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL), Reinaldo Azambuja (PL) tratou o assunto como especulação ao votar neste domingo (25), na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, em Campo Grande. Disse que quer cumprir o mandato no Senado e aproveitou a pergunta para defender que o próximo governo tenha menos ministérios.

“Eu fui eleito para ser senador pelo Mato Grosso do Sul. Eu quero cumprir meu papel. Acho que no Senado eu posso ajudar muito. Quem nomeia ministério é o presidente da República. Eu acredito muito que o Flávio vai sair vitorioso nas eleições e ele tem a liberdade para escolha”, afirmou. Ele não disse se já houve conversa sobre o assunto.

Azambuja foi o mais votado para o Senado em MS no primeiro turno e toma posse em 1º de fevereiro de 2027, para um mandato até 2035. Se deixasse a cadeira para virar ministro, a vaga ficaria com o primeiro suplente, o senador Nelsinho Trad (PSD).

(Por Carlos Guilherme e Iury de Oliveira,  da Critica)

 

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