Riedel coloca emprego, educação e saúde no centro de projeto de continuidade em MS

Eduardo Riedel apresenta emprego, qualificação, educação, saúde e proteção social como eixos de seu projeto de futuro para Mato Grosso do Sul. O governador destaca avanços no mercado de trabalho, expansão do ensino profissionalizante, regionalização da saúde e políticas de proteção às mulheres. Para um eventual novo mandato, a proposta é ampliar serviços, melhorar a aprendizagem e transformar crescimento econômico em mais renda e qualidade de vida.
Para Jéssica Bittencourt, a diferença entre ter um emprego e conseguir construir uma vida melhor passou pela qualificação profissional. Motorista de caminhão, ela encontrou na formação uma maneira de avançar na profissão, aumentar a renda e levar mais segurança para dentro de casa.
“Quando você se qualifica, mais você é remunerado. Então me trouxe esse certo conforto para a minha família por conta da qualificação que eu tive disposta a fazer. Tô na profissão que eu quero, tô no serviço que eu quero, fazendo o que eu gosto”, conta.
A história de Jéssica ajuda a traduzir um dos eixos que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, pretende levar para um eventual segundo mandato: fazer o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul chegar com mais intensidade à renda, à formação profissional e à qualidade dos serviços públicos.
“Nada vem de graça. A vida ensina que resultado exige esforço, suor, dedicação e muito chão percorrido. Porque liderar é estar presente onde a vida ainda é difícil, onde tem problema para resolver, onde a realidade aos poucos começa a mudar”, afirma Riedel.
Ao apresentar um balanço dos últimos quatro anos e projetar os próximos, o governador concentra sua estratégia em áreas que acompanham diferentes momentos da vida dos sul-mato-grossenses: infância, educação, entrada no mercado de trabalho, geração de renda, saúde, assistência social e proteção às mulheres.
Emprego cresce e qualificação vira próximo desafio – O mercado de trabalho é um dos pontos utilizados por Riedel para sustentar a estratégia de continuidade.
Os números ajudam a dimensionar esse cenário. Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com taxa anual de desemprego de 3%, a terceira menor entre os estados brasileiros. No quarto trimestre, a desocupação caiu a 2,4%. O rendimento médio real do trabalho principal chegou a R$ 3.581 no último trimestre do ano, crescimento de 2,84% em relação ao trimestre anterior.
É nesse ambiente que a qualificação profissional ganha importância. Para Riedel, gerar vagas é apenas uma parte do desafio. A outra é preparar trabalhadores para ocupações mais especializadas e com melhores perspectivas de renda.
Jéssica representa justamente essa passagem: a capacitação permitiu que ela permanecesse na profissão escolhida e melhorasse as condições oferecidas à família.
A expansão da ocupação também ocorreu ao lado de uma melhora nos indicadores sociais. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, 40 mil famílias deixaram a condição de pobreza em Mato Grosso do Sul entre 2023 e 2024. A proporção da população em extrema pobreza caiu de 2% para 1,6% no período.
O dado não significa que o problema esteja resolvido. Para o governo, o próximo passo é conectar crescimento, capacitação, aumento de produtividade e políticas sociais para alcançar quem ainda permanece em situação de vulnerabilidade.
Formação profissional chega aos 79 municípios – A educação aparece como uma das principais pontes entre o crescimento econômico e as oportunidades abertas aos jovens.
Em 2025, Mato Grosso do Sul chegou a cerca de 41 mil estudantes matriculados na educação profissional, com oferta presente nos 79 municípios. Aproximadamente 45% dos alunos do Ensino Médio estavam vinculados a itinerários de formação profissional, segundo a Secretaria de Estado de Educação. Os investimentos na modalidade superaram R$ 100 milhões.
Para Riedel, essa expansão precisa continuar acompanhando as transformações da economia estadual, especialmente com a chegada de novos empreendimentos e a demanda crescente por profissionais especializados.
O Estado também lançou o MS Speaks, plataforma gratuita de ensino de inglês destinada a cerca de 90 mil alunos do Ensino Médio, além de mais de mil professores da rede estadual. A ferramenta oferece conteúdos desde o nível iniciante até o proficiente e utiliza recursos digitais e de inteligência artificial.
Outro instrumento é o MS Supera, que concede benefício mensal equivalente a um salário mínimo para estudantes de baixa renda matriculados em cursos técnicos ou de graduação, com o objetivo de reduzir a evasão provocada por dificuldades financeiras. Em 2026, o benefício é de R$ 1.621 mensais.
Na infraestrutura educacional, o Estado anunciou R$ 1 bilhão para reformas, modernização de unidades, aquisição de equipamentos, transporte escolar e outras ações.
Os indicadores mais recentes também registraram avanço. O Ideb de 2025 de Mato Grosso do Sul cresceu nas três etapas avaliadas e atingiu os maiores resultados da série histórica iniciada em 2005. No Ensino Médio, o índice estadual passou de 4,0 em 2023 para 4,4 em 2025.
O próprio Riedel reconhece, porém, que a melhoria dos indicadores não encerra o desafio.
“Mas ainda dá para avançar muito no aprendizado”, afirma.
Saúde busca aproximar atendimento das cidades – Se emprego e educação aparecem relacionados às oportunidades, na saúde o eixo defendido pelo governador é a regionalização.
A proposta é reduzir a necessidade de deslocamentos longos para que moradores do interior tenham acesso a consultas, exames e procedimentos de maior complexidade.
Mato Grosso do Sul conta atualmente com quatro hospitais regionais em operação e investimentos em 45 unidades de média complexidade. A telemedicina já havia sido implantada em 78 dos 79 municípios até maio deste ano, alcançando 98% das cidades.
Riedel também anunciou a implantação do Hospital Regional de Corumbá, que deverá se tornar a quinta unidade regional dessa estrutura.
“Você conhece a realidade da saúde no país. A gente podia ficar aqui só reclamando. Mas resolvemos dar o nosso jeito. E por isso estamos remodelando todo o sistema aqui no Estado”, diz o governador.
Para a diretora-presidente da Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (Funsau), Marielle Esgalha, a ampliação significa aumentar tanto o número de leitos quanto a variedade de atendimentos oferecidos.
“É uma ampliação de número de leitos e de tipo de atendimento que faz bastante diferença para a nossa saúde”, afirma.
A lógica da regionalização é fazer com que procedimentos que antes exigiam viagens até Campo Grande possam progressivamente ser realizados mais perto da residência do paciente.
Vacinação e cuidado desde a infância – Riedel também apresenta a primeira infância como ponto inicial dessa rede de políticas públicas.
Na vacinação, Mato Grosso do Sul alcançou pelo segundo ano consecutivo a primeira posição no indicador de cobertura vacinal do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), recebendo nota máxima no levantamento de 2025.
Na educação, a intenção apresentada pelo governador é continuar ampliando o ensino em tempo integral e estendê-lo progressivamente no Ensino Fundamental. A rede estadual já contava, no fim de 2025, com 213 escolas atendidas pelo modelo de tempo integral nos ensinos Fundamental e Médio, segundo a Secretaria de Educação.
Para Riedel, a ampliação também pode produzir reflexos nas administrações municipais ao reorganizar responsabilidades e liberar recursos para demandas como a educação infantil e a abertura de novas vagas em creches.
Proteção às mulheres amplia presença no interior – Outro eixo destacado pelo governador é o enfrentamento à violência contra a mulher.
A rede das Salas Lilás, instalada em delegacias para oferecer espaço reservado e atendimento humanizado às vítimas, continuou sendo interiorizada. Em junho de 2026, Mato Grosso do Sul havia chegado a pelo menos 67 unidades.
O Estado também instituiu o Protege, programa permanente e intersetorial que reúne ações de prevenção, acolhimento, atendimento, autonomia econômica das mulheres e responsabilização dos agressores.
Já o Programa Recomeços oferece apoio financeiro e acompanhamento a mulheres vítimas de violência doméstica após acolhimento institucional e também alcança filhos menores de vítimas de feminicídio. O benefício pode chegar a três salários mínimos mensais durante o período previsto pelas regras do programa.
Essas ações fazem parte de uma agenda que, segundo Riedel, precisa alcançar também idosos, pessoas com deficiência, famílias de baixa renda, mães solo, servidores públicos, pequenos empreendedores e agricultores familiares.
Continuidade como eixo da campanha – Ao falar dos quatro anos de governo, Riedel apresenta o trabalho realizado como ponto de partida, e não como conclusão.
“Nesses quatro anos, me dediquei de corpo e alma ao nosso Estado. E não existe recompensa maior que ver todo esse trabalho chegando na vida das pessoas”, afirma.
O empresário João Paulo Piotto relaciona esse momento à atração de investimentos. “As empresas no Brasil hoje estão olhando para Mato Grosso do Sul”, diz.
Já Marco Rosa, empresário em Sete Quedas, avalia positivamente o cumprimento dos compromissos assumidos pelo governador. “Eu tenho orgulho de ter votado nele. Ele prometeu, ele está cumprindo”, afirma.
O reconhecimento externo também aparece na trajetória de algumas políticas públicas estaduais. O MS Ativo Municipalismo, por exemplo, chegou à fase final do Prêmio Excelência em Competitividade do Centro de Liderança Pública em 2025, após reunir 192 planos de ação e mais de mil entregas executadas em parceria com os municípios no primeiro ano do programa.
Riedel sustenta que ainda existe uma longa lista de problemas a enfrentar e resume o próximo período como uma tentativa de transformar avanços econômicos e institucionais em mudanças cada vez mais perceptíveis no cotidiano.
“A gente sabe: não dá para fazer tudo de uma vez só. Mas encaramos de cabeça erguida cada desafio”, afirma.
É nesse ponto que emprego, escola, hospital, qualificação profissional e proteção social se encontram no discurso de continuidade apresentado pelo governador: manter políticas que avançaram, ampliar sua presença no território e enfrentar os problemas que permanecem.
Para quem está do outro lado da política pública, como Jéssica, esse debate ganha uma medida bem mais concreta. Pode estar no salário que melhora depois de um curso, na profissão que finalmente se torna uma escolha ou na possibilidade de oferecer mais segurança à família. “Tô na profissão que eu quero, tô no serviço que eu quero, fazendo o que eu gosto”, resume.
(Da assessoira)

