No Agosto Lilás, Jateí reforça mobilização da não violência contra a mulher




O município de Jateí realizou mais uma ação de não violências às mulheres, dentro do calendário de atividades do Agosto Lilás. Nesta quarta-feira (12), aconteceu uma palestra na sede do Projeto Conviver, onde a denúncia contra agressores foi a base da preleção para dezenas de mulheres presentes.
O evento contou com a participação de Cileide Cabral da Silva Brito, primeira mulher eleita prefeita do município. Ela abriu oficialmente o evento, citando a presença de integrantes da rede de apoio e saudando o público presente.
Cileide condenou as violências praticadas contra as mulheres, afirmando que elas continuam sendo agredidas de todas formas, muitas vezes até com a morte, apontando para o número assombroso de feminicídio no Mato Grosso do Sul neste ano e nos últimos dias.
A prefeita observou que as mulheres são maioria na população, enfatizando que esse percentual deve ser usado também como fator de proteção. Para a prefeita, a união para a proteção é uma arma poderosa contra agressores e criminosos.
“A diminuição dos crimes e do feminicídio passa por nossa união uma com as outras, o cuidado para a proteção e a denúncia à rede de apoio e aos canais da segurança pública. Devemos nos unir cada vez mais por respeito e defesa da vida”.
Jéssika Oliveira, policial cabo militar do Batalhão de Fátima do Sul conduziu a palestra em defesa da mulher. Ela faz parte do Programa Mulher Segura (Pomuse), organismo de combate à violência e defesa da dignidade. Ela foi auxiliada por Rodrigo Oliveira, também policial cabo, que usou o microfone para alertar e sensibilizar as mulheres contra não violência.
Jéssika pontuou que a rede de apoio contra a violência às mulheres é a principal base de combate permanente aos crimes cometidos motivados pelo machismo, citando a denúncia e medida protetiva como bases iniciais para o fim das agressões.
“Nós devemos nos importar com a outra pessoa e se ver ou notar alguma violência, denunciar nos canais disponíveis, que são anônimos e com garantia de sigilo”, afirma a policial.
Jéssika começou sua palestra com a foto das mulheres mortas neste ano por criminosos homens que se diziam parceiros ou companheiros delas, observando que nenhuma tinha medida protetiva ou registro contra os crimes praticados pelos agressores. “Denunciar é uma forma poderosa de defesa e de interrupção deste ciclo perverso”.
A palestra foi realizada de forma interativa e algumas pessoas da platéia interagiram com a palestrante, citando casos e revelando episódios de reação e de combate aos crimes.
Até o dia 12 de agosto de 2026, o estado de Mato Grosso do Sul registrou pelo menos 21 casos de feminicídio. O alto índice motivou campanhas de conscientização e manifestações no Agosto Lilás, no contexto do mês de combate à violência contra a mulher.
A violência nem sempre deixa marcas visíveis. Humilhações, ameaças, controle financeiro e isolamento também são formas de agressão.
Proteger a vida de uma mulher é dever de toda a sociedade. Não se cale e não se omita . Ligue 180 | Central de Atendimento à Mulher (gratuito e anônimo). Ligue 190 | Polícia Militar (emergências).


